30 de dezembro de 2015

Feliz Ano Novo!


Antes de tudo, quero pedir desculpas aos que nos acompanham, porque há muito tempo não publico nada no blog. Na fanpage, ainda escrevi alguns posts e expliquei também o motivo da ausência.

Este ano de 2015 foi um ano muito bom, tanto para a minha vida pessoal, como para o blog. 2015 foi, sem dúvidas, o ano da mudança. 
Optar por abranger diversos assuntos no "A escrita e eu"  e não limitar-me à poesia foi a melhor decisão que tomei. 
O blog cresceu e devo isso a todos os meus amigos que me ajudaram desde o início na divulgação dos links e também aos seguidores que conquistei ao longo do ano.
Muito Obrigada! São estas as palavras que tenho para vos dizer... Sou feliz quando escrevo. Mais feliz ainda quando recebo emails, comentários, ou qualquer outro tipo de feedback da vossa parte.
Obrigada!!!
Que 2016 haja mais amor, mais paz, felicidades para todos nós. Que em 2016, haja mais escrita!



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15 de novembro de 2015

Tempo para pensar


Todos temos os nossos compromissos, os no problemas. Todos temos os nossos momentos de angústia.
O trabalho, a escola, a faculdade. Os amigos que nem sempre se mostram como tal, entre outras razões que nos deixam cabisbaixos. É tempo para pensar no mundo. É tempo para pensar em nós.
Este dias de tempestade fazem com que fiquemos mais fortes, ainda que o coração esteja apertado. Temos cores, sorrisos, olhares e beleza à nossa volta. Somos fruto do amor e nem sempre o valorizamos.
É tempo para correr atrás dos nossos sonhos e objetivos. Eu quero isso e sei que tu também.
Queremos ser felizes e observar o pôr do sol. Nem sempre é fácil, mas acreditar no amanhã é ter esperança na vida.
Às vezes páro para observar as árvores. Eu amo árvores porque elas têm as suas fases de folhas verdes, seguidas - algumas vezes - por uma cor castanha e seca e mesmo assim não perdem a sua raiz firme na terra. Estes somos nós.
Os famosos "clichê" nem sempre são bem vistos, mas a verdade é que "depois da tempestade sempre vem a bonança"...


caem mil folhas, mas a raiz continua intacta; fonte

12 de novembro de 2015

Sobre escrever


Escrever é ultrapassar os nossos limites.
É libertar a nossa alma,
dando asas à imaginação

Escrever é encontrar uma paz
e deixar voar para o papel aquilo que sentimos.

A escrita é uma verdade:
é filosofar, é rimar,
é compreender e observar o mundo através das palavras...
Escrever é brincar com as letras,
vivendo melhor, de uma forma única.

Eu escrevo porque gosto,
porque me faz sentir melhor comigo mesma.
É esta a maneira que encontro para estar próxima à realidade
e juntar-me com as palavras,
tornando-nos numa coisa só.

fonte


8 de novembro de 2015

Momentos que eu passo com o blog - parte II

Hoje é domingo, logo, é dia de post!!!

Na passada quinta-feira, escrevi-vos a primeira parte dos "Momentos que eu passo com o blog". São situações que só quem tem um blog compreende. É difícil de lidar com isso, mas a vontade de escrever é tanta que, na maioria das vezes, acabamos por ultrapassar da melhor maneira possível.
Se não leste a primeira parte, é só clicar no link que deixei ali em cima.

Bora concluir o post? Aqui vai:


  • Angústia e preocupação
quando não há ideias para um post, é assim que me sinto; fonte
Esta fase é a que mais me cansa. É aqui que sofro mais. (Oooooh, que drama, Jheniffer!)
É uma lista que parece que não acaba: acumula-se a faculdade, o trabalho, as tarefas de casa, a falta de inspiração, o facto de olhar para tudo e não saber sobre o que escrever. É tão chato sentir-me assim...
O tempo tem sido o meu maior obstáculo. Sempre pensei que o meu curso da faculdade fosse "fácil", mas ele superou todas as minhas expectativas. Exige muito de nós, em todos os sentidos.
E há alturas em que quero mesmo desistir do blog. Quero apenas chegar aqui e optar pelo "desativar conta". Peço desculpas às pessoas que gostam de estar aqui, mas o sentimento de "impotência" é horrível.
Mesmo assim, decido por respirar um pouco, visitar outros blogs ou apenas afastar-me (por uma semana que seja) e depois regressar com o melhor de mim. Os comentários, mensagens e críticas que recebo por aqui e pela Fanpage do blog (Está aí o link para quem não conhece) deixam-me mais forte e fazem com que perceba que o blog não pode acabar.

  • Felicidade
aos poucos, tudo volta ao normal; fonte
Finalmente um sentimento bom! Fico tão feliz quando as coisas estão a ir pelo caminho certo. A energia é tão positiva que é impossível não abrir um grande sorriso.
Fico feliz quando consigo manter o blog atualizado. Quando recebo boas notícias, consigo responder a todos os comentários, conheço novos blogs e novas pessoas (sim, a internet tem destas coisas; conheci algumas blogueiras maravilhosas que, de tão bom o trabalho desenvolvido, fizeram com que passasse a segui-las).

  • Gratidão
agradecer é uma das coisas que mais faço; fonte
A gratidão deve-se à junção de tudo o que eu disse neste post (incluindo a primeira parte). É tão bom quando, depois de todas as fases, nos orgulhamos daquilo que fazemos...
Este sentimento tenho por Deus, pelos meus amigos que me ajudaram quando o blog estava a nascer, pelas pessoas que me incentivam ainda hoje. Sou grata pela vida em geral.
Obrigada é uma das palavras que mais gosto!


E pronto, estes são os momentos do "A Escrita". Sei que muitos irão se identificar. Deixem nos comentários as vossas experiências enquanto blogueiras (confesso agora que não me vejo como uma...), enquanto Youtubers ou qualquer outra coisa que sejam na internet. 
Obrigada por estarem desse lado do ecrã!

Um beijo,

5 de novembro de 2015

Momentos que eu passo com o blog - parte I


Olá, mundo!
Hoje quero contar-vos um pouco sobre os momentos que o "A escrita e eu" passa com alguma frequência, afinal, é como se fosse um ciclo de altos e baixos, alegrias e tristezas.

Nos grupos de blogs que participo, vejo que não sou a única a sofrer com estas coisas de quem anda neste mundo da internet. Estes são alguns dos meus "problemas", mas que afetam todas as bloggers, youtubers...


  • Indecisão
a pior parte é explicar o que quero, afinal, nem eu mesma sei; fonte

Às vezes faço o login no Blogger, olho para este meu canto e não me agrada muito o que vejo. Graças à Carolina (a minha primeira parceira), sempre que tenho esta dúvida em relação ao layout, consigo tirar o peso de cima porque ela mexe um pouco aqui, um outro tanto ali e acaba por chegar a um resultado que me agrada. Sou chata, eu sei. Desculpa, Carol! Nem sempre consigo dizer o que quero exatamente, então, há dias em que andamos aqui como se estivéssemos a brincar ao "Qual é a coisa, qual é ela", tamanha é a minha indecisão.

  • Expectativa
nem sempre o feddback é positivo, mas estou aqui para melhorar, sempre! fonte

(A palavra poderia ser) ansiedade que também entra neste jogo quer seja quando publico algo e quero muito saber se os leitores gostaram ou não, quer seja quando tento alguma parceria e não tenho a resposta que gostaria de obter. Antes, a vontade de ver os números crescerem também entrava nesta "categoria", porém, hoje aprendi que são o amor, a dedicação e o esforço que fazem com que o blog ande para a frente.

  • Receio
a poesia é algo que não quero apagar do "A escrita e eu"; fonte

Se alguém já passou pelo "Sobre mim" do "A escrita e eu", sabe bem qual foi o motivo que me levou a criar este nosso espaço.
Inicialmente, o blog era só de poesias. Era aqui que publicava os meus versos. 
Em 2015, decidi abrir os horizontes e abranger diversos assuntos, deixando de me limitar à poesia por si só. 
Hoje o receio de deixar a poesia de lado, ainda que sem querer, persegue-me constantemente. Quero falar sobre tudo o que quiser e achar interessante? Muito! Assim como quero também não esquecer de como este blog nasceu. Filho da poesia.




(Provavelmente o post ficaria muito grande e cansativo, por isso, vocês poderão ler a segunda parte destes meus momentos no próximo Domingo, dia 8, às 18h de Portugal, 16h no Brasil!)

1 de novembro de 2015

Pão por Deus - 1 de Novembro


Este post é mais um daquela série que comecei a escrever sobre coisas de Portugal e do Brasil, lembram-se?
Hoje vamos falar sobre o dia 1 de Novembro, popularmente conhecido como Dia de Pão por Deus, mas, antes de dizer o que acontece neste dia, vou contar-vos um pouco da história.

as crianças que moram no país esperam ansiosamente por este dia; fonte

Tudo começou graças ao costume que se tinha de oferecer bolos,  pão e vinho (claro, havia quem oferecesse outros alimentos também) aos mortos. Os alimentos eram oferecidos e postos numa toalha, que ficaria estendida em cima da sepultura do falecido, acompanhados de uma vela acesa.

Atualmente, o Pão por Deus é um dos dias mais esperados pelas crianças que moram no país porque é o dia que elas recebem alguns presentes, por assim dizer. Bolos, doces, pastilhas (chicletes), rebuçados (balas), frutas e até mesmo dinheiro é o que as crianças arrecadam durante o dia.

Por norma, elas saem em grupo (lembro-me que gostava mais de ir com apenas uma amiga, que era para receber mais coisas hahaha) e andam de porta em porta - com uma bolsa ou sacola plástica - a pedir as guloseimas do Dia de Todos os Santos.
As crianças chegam e dizem: "Pão por Deus!!!". É aí que os morados, que se preparam com antecedência para recebê-las, saem à porta de casa, cumprimentam-nas e oferecem aquilo que têm.

os doces são guardados e só se come quando se chega a casa; fonte

Ai, que saudades do Pão por Deus! Recebia tantas coisas... Houve um ano em que cheguei a casa com mais de sessenta euros, apenas de ofertas das pessoas.


Enfim, decidi partilhar isto aqui no blog porque sei que vai soar estranho para os brasileiros, uma vez que aqui no nosso país este ato de ir pedir guloseimas na porta das pessoas seria, com toda a certeza, visto com olhares de "Olha aquele morto de fome, foi pedir na casa dos outros". Lá, é super natural!
Só mais uma coisa, para não haver mal entendidos: isto não acontece todos os dias, ok? É apenas nesta data especial e comemorativa.


Um beijo, meninos e meninas. Espero que tenham gostado e que me desculpem pela ausência no "A escrita e eu".
E para vocês:

Pão por Deeeeeeus !!!!


21 de outubro de 2015

Se é tão bom, porque não autorizar a comercialização?


Estava a ver as notícias do facebook, até que encontrei uma fotografia de uma pessoa a pedir ajuda para que a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) permitisse a venda e uso de uma substância chamada Fosfoetolamina. Esta substância foi criada por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) e tem o objetivo de amenizar ou até mesmo curar o  cancro câncer.

esta é a substância que causou a polémica; fonte

A onda de partilhas e likes que está a correr nas redes sociais, fez-me pensar em algo: se é tão bom, porque não autorizar a comercialização?

Todos vemos um mundo esgotado de vírus e doenças. Uns preferem dizer que a causa é a falta de Deus, já outros insistem em dizer que é a própria humanidade que o faz.
O mundo não se resume a mim e a ti. Há pessoas que possuem uma inteligência sobrenatural, que vai além do que encontramos nas ruas porque, se assim não fosse, não existiam as agências de inteligência que são especializadas em espionagem e recolha de dados.
a CIA é a maior agência de inteligência do mundo; fonte
O interesse financeiro é maior do que o desejo de ajudar. Eu acredito nisso. Acredito que, obviamente, há doenças que possam surgir da própria natureza, mas, é impossível não pensar na hipótese de que grande parte delas são criadas por seres humanos que, mais tarde, acabam por lucrar com o aparecimento quase mágico e repentino das supostas curas.
Medicamentos e injeções dominam os hospitais e laboratórios. É como se fôssemos obrigados a sermos curados às parcelas, que convém aos grandes laboratórios e aos bolsos para onde vai o dinheiro absurdo gasto nos medicamentos.
Penso que há muita coisa oculta no nosso meio. Não sei se já repararam, mas sempre que acontece algo que fuja ao controle dos grandes líderes, eles fazem de tudo para camuflar o assunto. Tal acontece com a existência ou não de extraterrestres (que não se resume à figura verde ou cinzenta que acostumamos associar à palavra), por exemplo.
Enfim, não quero defender nem atacar. Apenas quero trazer esta discussão e saber as vossas opiniões porque, com certeza, não sou a única que se interroga com este tipo de notícias.

este foi o post que vi; fonte

Alguns comentários que se seguiu ao tal post que vi no facebook:






18 de outubro de 2015

A Escrita Recomenda


Olá, escritores!

Bem, influenciada pela Ana do blog “Mesa de café da manhã” decidi por partilhar aqui no blog os posts que vi durante a semana, aqueles que mais gostei.

  • Outubro Rosa, prevenção contra o Câncer de Mama

No blog “Quem sou eu?”, a Marina falou sobre este mês do combate ao cancro câncer de mama. Gostei imenso porque mostra que, apesar de novas, nós podemos informarmo-nos acerca deste assunto que atinge milhares de mulheres.
 


Lê o post AQUI

  • Aplicativos de fotografia

A Karoline, do blog “A pequena Ka” escreveu a segunda parte do post em que começou a falar sobre as aplicações aplicativos para editar as fotografias. Eu gosto de deixar a fotografia o mais simples possível, mas sei que é difícil resistir aos milhares de efeitos que este tipo de aplicações nos dá.



Lê o post AQUI

  • Divisão do trabalho

Gosto imenso do blog “Escrevendo e Semeando” porque ele mistura versos e desenhos de uma maneira simples de entender. 
Vê o post AQUI

  •  Blog da Cocas

Como sabem, a Cocas é a responsável pelo layout do “A escrita e eu”. Esta semana, surpreendeu-me com mais um trabalho que teve um resultado lindo! 



Conhece AQUI os trabalhos da Carolina

  •  E a positividade? Por onde anda?

No blog “Caligrafando-te”, a Kelly escreveu mais um dos seus lindos textos. Desta vez, falou um pouco sobre a falta de motivação que há nas pessoas e deu algumas dicas para pensarmos sempre positivo, independentemente da situação em que nos encontrarmos.


 Lê o post AQUI

  •  A vida é um conceito


A Ana Carolina, do “Mesa de Café da Manhã” adora filmes. No post, ela partilha com os leitores a sua experiência com o filme “The Giver” e tudo o que achou dele, depois de ter feito um pré conceito de que o filme não seria nada demais.


Lê o post AQUI


Espero que tenham gostado desta pequena lista.
Quanto às bloggers, espero que continuem a escrever a encantar-nos com os vossos posts e blogs!



12 de outubro de 2015

As minhas brincadeiras quando criança


Olá, mundo!
Hoje, dia 12 de outubro é Dia das Crianças no Brasil, por isso, quero fazer uma pequena lista para vocês saberem as minhas brincadeiras quando era pequena.
Bem, apesar de ser menina, não era muito (e acho que continuo a não ser...) de participar nos grupinhos das meninas porque, para mim, divertido mesmo era estar com os meninos. Afinal, eles eram bem mais práticos e tinham brincadeiras mais interessantes.


  • Jogar futebol
esta, sim, era uma brincadeira que gostava; fonte
Sim, minha gente! Eu ADORAVA jogar futebol com os rapazes. Às vezes as educadoras do ATL (Atividades de Tempos Livres - é uma espécie de "creche", só que para crianças a partir dos 7 anos e, geralmente, ia até aos 14, por aí; creio que no Brasil não há, mas em Portugal a maioria das crianças passam pelo ATL) sugeriam formar equipas (equipes/times) mistas e eu ficava danada porque sempre quis fazer parte dos "machinhos".

  • Beyblade
campeonatos era comigo mesmo; fonte
Pois é, não sei se aqui também houve esta febre, mas em Portugal os beyblade estiveram presentes na vida de todos os meninos. Ok. Eu era a exceção (excepção)... 
Se a minha mãe fosse cobrar todo o dinheiro que ela gastou com este brinquedo, coitada de mim! E olha que eu não tinha só um, tinha vários! A minha mãe comprava umas cartelas que vinham logo uns seis porque eu gostava de jogar com cores diferentes. Houve situações em que punha todos os meus beyblades a girar porque, como não tinha irmãos e queria fazer campeonatos, lá tinha que ser...

  • Esconder tesouros na árvore
inspirada pela Floribella, também escondia as minhas coisas numa árvore; fonte
A Floribella portuguesa escondia uma noz na árvore que tinha na casa da família onde trabalhava. Eu, como sempre amante das telenovelas, adorava ver e fui influenciada por esse gesto da personagem. Num belo dia, arranjei uma caixinha e pus umas coisas que tinha escrito e umas pedrinhas lá. Morava na altura num condomínio fechado e, à entrada do condomínio, havia uma árvore que me apaixonei. Foi aí que vi a oportunidade de, tal como a "Flor", esconder os meus sonhos na terra. Todos os dias, praticamente, subia nessa árvore e conversava sozinha.
Pensei que era a única que soubesse da caixinha que tinha escondido com coisas dentro, porém, tenho a pequena desconfiança que a minha mãe descobriu o meu segredo! hahaha
Hoje, lembro-me de nunca mais ter encontrado a tal caixa. Será que continua enterrada?

  • Jogo do Labirinto
era um jogo violento, mas eu gostava... ; fonte
Esta é, sem dúvidas, a minha brincadeira mais estúpida. Na minha escola, havia um labirinto desenhado no chão. Não sei qual foi o objetivo do diretor em desenhar o labirinto, mas sei que ele lá estava.
Como ninguém sabia o por quê e para o que servia aquele desenho, os próprios alunos desenvolveram um jogo que consistia em: ia uma pessoa para o meio, e os restantes participantes ficavam espalhados dentro do labirinto. Nós rodávamos a pessoa (creio que fosse dez voltas, se bem me lembro) até que ela ficasse tonta. Depois, ela teria que andar pelo labirinto sem tocar nas linhas. Quando alguém tocava na linha, todas as pessoas do jogo começavam a dar pontapés nas nádegas dele, até chegar ao caixote do lixo (lixeira) que fica a uns três metros da saída do labirinto.
Eram pontapés fortes. Eu sempre fui a única menina a brincar nesse labirinto. Não sei, para mim era uma brincadeira super fixe (legal)

Crianças que estejam a ler o blog: NÃO FAÇAM ISTO NEM EM CASA, NEM NA ESCOLA, NEM EM LADO NENHUM!

  • Berlinde (birosca)
como eu amava jogar ao berlinde! ; fonte

E não me contentava em ter só aqueles simples, como os "peixinhos" (aqueles que tinha essa espécie de bandeira dentro, como mostra a foto)! Gostava era das "bruxinhas", dos "matacões" (aqueles que eram enormes, praticamente o triplo do tamanho de um normal).
Tal como os beyblades, a minha mãe gastou muito dinheiro a sustentar este meu vício em berlindes! E quanto mais tinha, mais queria. Fazia sempre campeonatos com os rapazes (vale lembrar que sempre ganhava! haha) para ter os raros, que eram difíceis de comprar porque não se encontravam em lojas, apenas com colecionadores.
O bom de jogar ao berlinde foi que, para variar um pouco, não era a única menina. A minha amiga Rita estava sempre comigo nos jogos porque, como eu, adorava estas bolinhas transparentes.


E pronto, pessoal. Esta foi a minha pequena lista de jogos e brincadeiras que fazia quando pequena. Sempre fui muito irriquieta, quase hiperativa, então, brincar às bonecas e às casinhas não era nada comigo. 
Sentia-me bem onde havia movimento, energia e adrenalina.
Assim, desejo a todos os leitores um excelente Dia das Crianças e que todas elas possam usufruir da tenra idade sem maus tratos ou qualquer tipo de violência.
As crianças têm o direito de serem crianças.


OBS: Quero realçar, mais uma vez, aos pequenos que leem o blog: o Jogo do Labirinto que tinha na minha escola, com certeza não era para ninguém andar a dar pontapés em ninguém. A ideia de transformá-lo nisso, foram dos alunos. O jogo era tão violento e perigo que, mais tarde, foi proibido na escola e quem se atrevesse a jogar poderia, inclusive, ser suspenso ou, quem sabe, expulso. Por isso, quero ver-vos a brincar com coisas saudáveis, ok?



4 de outubro de 2015

Personalidades portuguesas que os brasileiros deveriam conhecer


Como todos já sabem, sou brasileira mas cresci em Portugal. Alguns amigos perguntam-me sobre como era morar lá, quem são as pessoas importantes do país e todas essas curiosidades que temos para com um país que não conhecemos.
Por esse motivo, decidi escrever de vez em quando aqui no "A escrita e eu" curiosidades de Portugal que os brasileiros não conhecem, assim como curiosidades aqui do Brasil que os portugueses desconhecem.

Bom, neste primeiro post escrevo sobre seis personalidades portuguesas que os brasileiros deveriam conhecer. Escolhi diferentes personalidades marcantes, bastante famosas por lá.

Sem qualquer ordem (quer alfabética, quer de preferências), aqui está:


  • Eunice Muñoz
a Eunice é uma das atrizes mais respeitadas no país; fonte

Batizada por Eunice do Carmo Muñoz, tem 87 anos e é uma grande atriz portuguesa. Atualmente,  a Sra Eunice está um pouco afastada da televisão e do teatro devido ao frágil estado de saúde em que se encontra. A última novela em que participou foi a "Destinos Cruzados" (2013, TVI).
Apesar de estar a passar por um momento delicado, esta senhora mostra a sua força e esperança ao escancarar um sorriso no rosto, sempre que possível. 

"Sempre me interessou mais o lado artístico do que o material. Queria interpretar grandes textos. Ainda hoje não consigo dizer que não a um bom texto"


  • José Saramago
José Saramago, escritor: fonte

José de Sousa Saramago, foi um importantíssimo escritor português. Saramago recebeu alguns prémios (prêmios) como o Nobel da Literatura (1998) e o Prémio Camões (1955) que é o mais importante prémio literário da língua portuguesa. José Saramago era muito ligado à religião e, por isso, polêmico devido às declarações que fazia. Entre as suas obras mais conhecidas estão "O evangelho segundo Jesus Cristo" e "Caim".

"De que adianta falar de motivos? Às vezes basta um só, às vezes nem juntando todos"



  • Alexandra Lencastre
a Alexandra é bastante simpática e carismática; fonte

Com um vasto e reconhecido currículo, Alexandra Lencastre é uma atriz portuguesa. Já fez inúmeros trabalhos na televisão, teatro e cinema português.
É uma atriz respeitada tanto pelo talento quanto pelo carisma que prende o seu público à televisão. A belíssima Alexandra participa atualmente na telenovela "A Única Mulher" (TVI) onde interpreta a Pilar Sacramento, antagonista da história.
De olhos azuis e sorriso cativante, a atriz ficaria bem em qualquer ecrã do mundo.

"Nós, actores, somos simultaneamente exibicionistas e hiper-críticos connosco. Gostamos pouco de nós próprios. Se calhar, por isso temos a necessidade de nos transformarmos neste e naquele."


  • Salgueiro Maia
o soldado é sinónimo de coragem; fonte


Fernando José Salgueiro Maia, conhecido por Salgueiro Maia, é, sem dúvidas, um dos ícones de valentia em Portugal. O soldado foi um dos capitães portugueses que comandou o Movimento das Forças Armadas (MFA), responsável pela tão marcante Revolução dos Cravos ( ou Revolução do 25 de Abril - o dia em que Portugal saiu da ditadura).
O que dizer de um homem que garantiu a liberdade de expressão de um país? Se não fosse ele, este blog "A escrita e eu" jamais poderia ser registado (registrado) como um blog português.
Obrigada, Salgueiro Maia!


"Não se preocupem com o local onde sepultar o meu corpo. Preocupem-se é com aqueles que querem sepultar o que ajudei a construir."



  • Simone de Oliveira
esta é a D. Simone de Oliveira, uma das vozes de Portugal; fonte

Portugal tem belas vozes. Simone é uma delas. Esta senhora é uma cantora e atriz portuguesa, sendo mais conhecida pela primeira profissão. A sua trajetória pela vida tem sido marcada por altos e baixos, mas há algo que está sempre no auge: a voz. 
Além do talento, a cantora tem uma personalidade muito forte. As suas opiniões são muito respeitadas no país.
A Simone representou Portugal no Festival Eurovisão de 1969 (o evento reúne representantes de todos os países da Europa, para que um seja eleito com a melhor canção e interpretação) com a música "Desfolhada portuguesa", imortalizada pelo talento da intérprete considerada a "Rainha do Rádio".

"Não gosto de cargos nem de títulos. Gosto de pessoas."



  • Filipe La Feria
um grande senhor, dono de um imenso talento; fonte

Filipe La Feria é um encenador e dramaturgo português. O senhor Filipe é, indiscutivelmente, um dos maiores talentos portugueses.
É através das suas peças de teatro que Filipe La Feria leva emoção, levanta lutas e mostra o que é a verdadeira arte ao público dos mais renomados teatros em Portugal.
Entre os seus trabalhos estão "Amália", "Pierrot e Arlequim" e "Um violino no telhado". Adoraria ter visto o musical "Jesus Cristo Superstar", mas infelizmente não fui. Lembro-me de algumas cenas exibidas na televisão cheias de luz e muita música. Lindo de se ver!
Foi condecorado com o grau de Grande-Oficial da Ordem de Mérito, que é um reconhecimento pelo serviço meritório de interesse em favor da coletividade. 
O mundo deveria aplaudir Filipe La Feria!


"Andamos sempre à procura dos paraísos perdidos que às vezes só existem na nossa cabeça mas para os quais só olhamos com uma ternura nostálgica"



Estes foram os nomes que considerei interessante apresentar-vos. São personalidades marcantes de Portugal que, cada um à sua maneira, têm coisas a ensinar seja pelo talento e excelência ao exercer a profissão ou até mesmo pelo comportamento que têm como pessoas e cidadãos.
Gostaram?











29 de setembro de 2015

Inspirações

O blog anda um pouco desatualizado (sim, eu sei que é horrível...), mas estou a esforçar-me para mantê-lo sempre com coisas novas. Vou conseguir!

vou conseguir manter o blog atualizado; fonte

Às vezes vejo pessoas a reclamarem que não têm inspiração para gravar um vídeo ou até mesmo para escrever - não necessariamente para os blogs. Há dias em que, não sei, parece realmente faltar motivos para agarrar na caneta e no papel. 

Enfim, estive a pensar e cheguei à conclusão que não é preciso massacrar muito o cérebro para começar as primeiras linhas. Basta olhar ao nosso redor. Olha à tua volta! Já tentaste?

sempre ouvi dizer que a beleza está nas coisas simples; fonte

O nosso mundo está cheio de cores, cheio de vida, de histórias, pessoas desconhecidas... (ops, rimei!)
Existem tantos motivos: é a árvore antiga da rua da nossa casa com aparência seca, mas que continua com a raiz intacta, forte; é um olhar mais distante; um sorriso mais tímido. Olha a quantidade de gargalhadas que ouvimos no nosso dia a dia!

Entre tantas coisas más, cruéis, que acontecem no meio, também temos mil e uma razões para sorrir, despertar, recomeçar, aprender e escrever sobre isso. Se quiserem, não escrevam. Sintam! Esse sentir formará em cada eu um mar de emoções.

cada pessoa é um mundo; fonte
Quantas emoções... 

16 de setembro de 2015

O blog após conhecer os grupos de interação


Nem todos sabem, mas há na internet grupos de interação entre blogs. Demorei a descobri-los. Agora que faço parte de alguns (leia-se poucos, mas bons!), quero partilhar a minha experiência com o meu blog pós grupos.

Penso que o momento "o que eu faço com o blog?" chega a todos que fazem parte deste mundo de teclados e ecrãs. Eu lembro-me de (quase) ter ficado louca, pois pensava em diversas coisas, mas nenhuma teria um resultado agradável para o "A escrita e eu". 

Fácil não foi, mas ao menos consegui encontrar alguns espaços no Facebook e no Google+ que dão muito suporte às autoras e aos próprios blogs. Não são apenas grupos de divulgaçao. São grupos onde aprendemos, conhecemos e ensinamos (vá, uma vez ou outra tinha que ser.. haha). Enfim, uma troca de saberes.
Aqui estão eles:

  • Blogs que Interagem 


Este foi o primeiro grupo que entrei. Está no Facebook e conta com 5 administradores para ajudar 1355 membros.
O grupo é bastante organizado, a ponto de ter áreas específicas para que as pessoas possam publicar os posts do blog, os vídeos, sorteios e qualquer coisa que tenha a ver com divulgação, fazendo com que o feed não fique poluído de publicidade. Nele, postamos uma dúvida relacionada à nossa vida por trás dos ecrãs e prontamente temos alguma resposta.
O que me atrai no "Blogs que interagem" é que lá não há "estrelinhas" (somos todos blogueiros dispostos a aprender uns com os outros) e toda a dinâmica desenvolvida pelos administradores para que haja cada vez mais troca de experiências entre nós e, para isso, eles têm diversos projetos que nos estimulam a escrever e postar cada vez mais. Quando a criatividade vai embora encontramos sempre uma luz no grupo!


  • Blogs Up


Também no Facebook, o "Blogs Up" tem 5 administradores e 515 membros. Gosto imenso deste grupo porque lá é como se estivéssemos em família. Os administradores não se limitam apenas a dizer as regras e às vezes apenas postam um "Bom dia, como estão?", o que provoca muita simpatia da nossa parte, membros, por eles.
Adoro os temas da "Blogagem Coletiva" (onde são dados assuntos para que os bloggers possam desenvolver da maneira que bem entenderem) porque são, na maioria das vezes, completamente diferente das propostas que vemos por aí...



  • Blogueiras Brasileiras


Este grupo está no Google+. Se não me engano, é o que aderi há menos tempo. Livre e expontâneo, o grupo "Blogueiras Brasileiras" é composto por Blogger e Youtubers (nada de homens!) brasileiras que buscam a divulgação do seu trabalho na internet. 
Gosto de pertencer a esta comunidade porque nos é dada uma liberdade fenomenal para publicar "o que quisermos" e , além disso, as meninas que fazem parte do BB são super simpáticas. Vale a pena conhecer!




  • Rotaroots - blogueiros de raíz 



Este é o "Rotarrots". O famoso "Rotaroots"...

Com 4114 participantes para apenas 14 administradores, este grupo é um dos mais famosos da internet. Para aderir e junta-se aos blogueiros de raiz, é preciso esperar até 7 dias para saber se foi aprovado ou não e basta não pedir para entrar com aquela ideia de "vou divulgar bastante" porque, se for assim,  o Rota realmente não é a melhor opção.
Creio que este seja um dos grupos que mais luta para que o amor pelo blog prevaleça mais do que qualquer ideia de "só quero visualizações, só quero ser estrelinha".



Bom, apesar de ter dado destaque a estes 4 grupos, não quero deixar os restantes para trás até porque é com eles que estou a aprender cada vez mais sobre isto de escrever para vocês através da internet.



E vocês, participam de algum grupo de interação entre blogs? 

13 de setembro de 2015

Descobri o amor


Há três meses descobri o amor.
Claro como um sonho doce,
Puro, verdadeiro, como nunca havia conhecido antes.

Um amor de amar.

Como um presente de junho,
banhado a luz e raios de sol.
Quente como o sentimento e esperto que só.
Um amor de amar.

Um amor de carinho e proteção
com dias felizes para viver,
músicas para cantar e estrada para correr.
Vida de saúde, sins e nãos.
Milhões de balões para voar e lições para aprender.

Seria capaz de entregar-te a lua,
se não estivesse ela tão longe.
Escrevo-te então este poema para que o leias num futuro ainda distante.

Aqui registo (registro) o meu amor,
o amor que conheci há três meses atrás...
O meu bem querer chama-se Rafhael.
Meu irmão, meu rapaz.

Nesta imagem, tinha ele dois meses. 

6 de setembro de 2015

Aprender sobre o amor


Como é bom saber que temos uma moradia, que temos uma família, um alimento e pessoas que nos acolhem. Como é bom saber que temos um país que nos protege, mas é péssimo saber também que esse mesmo país nem sempre age como deveria.
Seria bom se todos aprendêssemos mais sobre a vida, a amizade, o carinho. Sobre o amor.

Há anos atrás vivíamos numa época onde nem todas as raças tinham lugar no mundo. Essa época voltou.
Hoje, vemos fotografias de uma criança que transmite o contrário do que Jesus nos ensinou, pois ainda há muito para amar, para partilhar. O problema é que poucos o fazem.

Não é sobre religião que falo mas, sim, escrevo de uma humanidade que só vê a si  mesmo. Vamos deixar os falsos patriotismos de lado, vamos viver e aprender uns com os outros.

Nesta semana, um anjo se foi. Um anjo que reflete a realidade de tantas criaturas neste mundo. O que acontece ao nosso redor? Qual é o motivo de tantas guerras e conflitos?

O nosso problema é falarmos demais. Eu falo demais. Escrevo estas palavras, mas será que estou a fazer algo para mudar?

A ajuda não tem que vir apenas dos países afortunados, a ajuda tem que vir de todos. No Brasil, temos fome, pobreza, desemprego e milhares de favelas - o que não nos impede de estender a mão ao próximo.

O pouco que temos, devemos dividir com o outro. Não é torná-los coitadinhos, é dar-lhes a oportunidade que tanto precisam para o recomeço.

Vejo opiniões de "não quero carregar ninguém nas minhas costas". Quais costas?
Basta abrir caminho para que todos possam recomeçar de uma maneira diferente, num lugar diferente, onde todos nós possamos encontrar a nossa estrada e ter direito a uma vida digna.
Uma vida próspera, com saúde.

Devemos apenas aprender mais sobre o amor.

Alan Kurdi, o menino sírio que morreu afogado com o seu irmão; fonte

30 de agosto de 2015

A Escrita Entrevista: Bruno Mendez


"A Escrita Entrevista" está de volta, desta vez com uma entrevista concedida pelo cantor português Bruno Mendez.
O Bruno foi vocalista dos “Sky voices” e dos “New beat”, mas teve uma grande reviravolta na sua vida quando decidiu seguir carreira solo, em 2006.

O cantor já teve parcerias com artistas como TT, Cali Flow 212, Kilate Killa Money e Kiara Timas (ex “Just Girls”).

Após o grande sucesso dos álbuns “Um só sentido” (2013) e “Só swag” (2014), Bruno Mendez presenteou o seu público com o seu mais recente trabalho: “Viciado em ti” (2015) – um álbum de bastante sucesso que ocupa lugar no Top de CDs mais vendidos em várias lojas de Portugal, com as suas faixas alegres e contagiantes.


A escrita eu: O teu nome é mesmo Bruno Mendez?

Bruno Mendez: É nome artístico. Sou Mendes, não "Mendez" (com pronúncia espanhola), mas sou mesmo Bruno.

Bruno, porque seguiste o caminho da música?

Começou por ser uma aventura, a convite de um amigo que ia a um casting para uma boysband. Acabei por fazer e ser o escolhido.
Antes jogava no Benfica, nas camadas jovens, mas o gosto pela dança vem desde pequeno. Aos 5/6 anos já dançava.

Os óculos de sol e o cabelo alinhado são marcas da sua imagem.

A partir da tua história, vê-se que o mundo do espetáculo estava à tua espera, talvez desde sempre porque entre o futebol e a música há um espaço bem grande.

Sim, é verdade, sem dúvida. Pelos vistos, era inevitável vir a ser conhecido...

O teu som é muito bom. A batida é envolvente e parece-me uma mistura de vários géneros (gêneros) musicais. Como podemos defini-lo?

É uma fusão de culturas, mas nunca perdendo a identidade. Mesmo sendo estilos diferentes no mesmo álbum, eles se interligam pela forma de cantar, pela sonoridade. Vai desde o Zouck ao Afrobeat, passando pela Kizomba e o RnB; mas, lá está, soa muito bem porque os estilos casam-se entre si.

Tens algum artista em quem te inspires?

Tenho o rei do pop, Michael Jackson, que foi o meu grande mentor para tudo o que sou hoje. Também adoro Justin Timberlake, Usher, Jason Derulo e Cris Brown porque são artistas que, na dança, são idênticos à minha forma de estar na música.

Bem, só inspirações top! Disseste que te identificas com a forma com que eles dançam. Posso dizer então que tentas trazer algo deles para o teu som?

Não. Fomos todos beber ao mesmo mentor, Michael Jackson, e eu sou mais um entre eles, daí sermos todos iguais na maneira como estamos na música, quer seja a dançar, cantar, vestir, sentir a música...
A diferença entre eles e eu é que eles estão num grande país que é os Estados Unidos da América (EUA), onde a projeção é gigante.
Eu estou em Portugal a cantar em português para o meu público. E não troco isso, mas tenho noção das coisas que fiz e posso vir a fazer pelo meu país. Se não fosse isso, não seria mais nem menos que nenhum dos nomes que citei.
Num show grande que fizesse em Portugal poderia e poderei dar ao meu público um espetáculo envolvente como esses artistas internacionais o fazem. Um dia poderei mostrar que em Portugal existe artistas com o mesmo potencial a nível de show, mesmo que cantado em português.


Uma atuação no programa "Grande Tarde" (SIC) com os apresentadores Daniel Oliveira
e Andreia Rodrigues. O cantor é presença assídua em diversos programas de televisão

Ainda bem que tocaste nessa ferida. Portugal nem sempre valoriza os artistas que tem porque "o que vem de fora é que é bom". Encontras obstáculos por seres um cantor português que canta português?

Óbvio que sinto e passo por muitos obstáculos. Às vezes é complicado as pessoas entenderem de uma vez por todas que se eu estivesse a imitar "A, B, C", eles também estariam a imitar alguém porque todos temos a mesma inspiração.
O Justin vem a Portugal e as pessoas veneram-o. Ok, ele tem a projeção que tem, mas eu acho piada porque tenho sons na mesma linha e, por exemplo, a dança é um talento que não fico atrás dele. Sei bem o que posso fazer...
Neste álbum, fiz questão que o tema fosse RnB para mostrar a minha verdadeira identidade como performer. Como o nome do álbum é "Viciado em ti", vou viciar as pessoas nas minhas novas músicas e tenho mostrado essa vertente mais dançável (dançante). Tenho recebido muitas críticas positivas por estar mais solto que nunca neste CD, mostrando que posso fazer o que esses artistas internacionais fazem.

Antes da música, tentaste seguir o caminho do futebol. Sonhaste em seguir outra profissão além desta?

Não, seria mesmo o futebol. Não continuei porque não quis.
O futebol era uma das maiores promessas da minha época. Sabia que era bom e tinha talento, por isso, era muito vaidoso e pouco humilde. Confesso ter-me perdido nesse meio, mas graças a Deus percebi que assim não ia a lado nenhum na vida. Aprendi com os erros e hoje mudei.

Uma massagem no ego faz bem, mas há que saber dosar porque podemos nos perder entre um elogio e outro. 
Qual foi a melhor atuação que fizeste? Qual foi o teu melhor público?

Foi no norte do país. Lá eles vivem a música e valorizam muito o artista.
Não sei o porquê, mas no norte eles fazem maiores enchentes para verem o artista do que em outras partes do país. Não me posso queixar porque já tive multidões também na área Centro - Lisboa e também no sul. 


Pareces-me uma pessoa que tem cuidados coma imagem. És muito vaidoso?
E por falar nisso, há quem se envaideça ao ser reconhecido nas ruas. És muito assediado?

Sou uma pessoa que cuida muito da imagem, mas para andar neste meio tem que ser, senão estava feito.
Quanto ao ser assediado, sim. Vejo isso como uma forma de carinho e apoio das pessoas para comigo. Não me envaideço.

Quais são os teus maiores sonhos?

Encher o MEO Arena, produzir vários discos, ter muito sucesso, e fazer a minha vida disto, até onde puder porque faço música para as pessoas e fico orgulhoso quando vejo um espaço gigante cheio de gente a cantar a minha música. É uma sensação única que acontece apenas com quem vive e sente isso em cima do palco. Não há palavras para descrever, apenas vivendo ou sentindo.

Show numa praça de touros, na Póvoa do Varzim, em Portugal. Bruno diz que
no norte está o seu melhor público, mas que é bem recebido por toda a parte do
país.
Algumas vezes citaste o nome de Deus. És uma pessoa muito religiosa?

Sou. Atualmente não sou praticante, mas acredito muito,

Quando estás num dia menos produtivo, o que fazes para recarregar as energias?

Boa pergunta. Tento ver se o dia passa mais depressa para o pensamento negativo desaparecer. Este é o segredo, mesmo que eu não esteja bem e as coisas não estejam a andar como quero. Há que ultrapassar os obstáculos da melhor forma.

Fiz uma pesquisa e notei que até podes não ser famoso na internet, mas, em contrapartida, o teu CD está no Top 5 de mais vendidos na categoria "Música Portuguesa" em várias lojas do país. 


Eu também sou conhecido na internet, só que não divulgo o meu trabalho a nível de redes sociais, nem de vídeos. Quando apareço, estou sempre envolvido nas coisas de maior prestígio em Portugal desde a programas de televisão, festas da elite e lugares onde só estão os melhores e mais falados artistas do país.
Um exemplo: sou dos poucos artistas que tem notícias sobre o seu trabalho nas melhores revistas do país. Não me preocupo com a internet, não me preocupo com vídeos no YouTube ou acessos. Não vivo de coisas virtuais. Vivo do real.

Este é o "MEO Arena", uma sala de espetáculos que fica em Lisboa. O sonho
do Bruno é encher este espaço num show dele

Como é para ti saber que que o teu trabalho é reconhecido?

É muito gratificante estar pela terceira vez no Top  dos cinco mais vendidos. É assim desde o primeiro CD. Há alturas em que fico a número 1 de vendas.
Sendo este meio muito concorrido, é gratificante estar onde estou. Agradeço ao fãs pelo apoio e por comprarem o CD. Foram eles que me puseram aqui. 
Somos cada vez mais. Juntos vamos chegar muito longe!

Bruno Mendez é...

É sinónimo (sinônimo) de entrega, partilha, luta e dever cumprido...


                                     

Ficamos uma hora e quinze minutos à conversa e foi muito bom.
Bruno Mendez, muito obrigada por teres aceite falar para o "A escrita e eu". Adorei conhecer-te melhor e ao teu trabalho também!

E vocês, gostaram da entrevista? 





Todas as imagens aqui foram retiradas do perfil do Facebook do cantor e publicadas com a autorização do próprio.